terça-feira, 23 de junho de 2009

Segundo dia.

No dia seguinte, Rach acordou com muito calor, por estar acostumada com a névoa fria proveniente do Oceano Pacífico, da praia da Califórnia, que a acordava toda manhã. Vestiu suas calças jeans preferidas, aquela sem nenhum enfeite, básica, bem confortável, pôs seu suéter preto Armani com a sua jaqueta surrada preta. Passou base, corretivo, um pouco de blush, salpicou o gloss nos seus lábios e desceu. Seu irmão já estava à sua espera, com aquela cara de sono que ele sempre tinha, e a qual só acabava quando estava no final da primeira aula. Eles deram um breve tchau ao pai, e foram pegar o metrô para o colégio. Mesmo só estando há uma semana em NY, eles já haviam aprendido como pegar os metrôs da cidade. Demoraram uns quinze minutos para chegar à GM. Rachel estava meio nervosa, tanto porque queria descobrir quem era o tal desconHecid das mensagens instantâneas, como porque queria ver Derek, e ver se Matt havia melhorado do assédio sexual do dia anterior. Ela não sabia porque, mas achava que aquele tarado era uma boa pessoa, e só fazia o que fazia por causa da pressão dos amigos populares, menos Derek. Mas ela também sabia que ele tinha uma grande fama de mulherengo, porque mesmo que ela nunca tivesse se envolvido seriamente com algum rapaz, as amigas falavam para ela que não era bom confiar em um rapaz mulherengo ou que tivesse sentimentos inconstantes, porque, você nunca saberia se ele ainda estaria apaixonado por você. Chris, ao contrário da irmã, que tinha seus nervos à mil, estava bem tranqüilo, porque ele tentaria manter uma conversa com Amanda, mesmo que o assunto fosse o tempo que fazia em NY. Ele pediria para ela o apresentar às instalações do colégio. Chris já tinha o roteiro todo armado, e revisado, só faltava agora a sua personagem principal. Ao chegar ao local em que tinham que se separar, disseram 'boa aula' e seguiram seus destinos.

Chris ao chegar na turma integral, percebeu que todos estavam sentados no local do dia anterior, mas que havia uma pessoa no seu lugar. Se surpreendeu, pois seus amigos o disseram que os locais eram marcados desde do primeiro dia de aula, e que só poderiam serem mudados com a autorização da Sra. Ernestine Firkas, a diretora da GM. Quando chegou à sua carteira, aquela do lado esquerdo de Amanda, na frente de Ben Archibald, o pivô do time de basquete, atrás de Matt Hills e ao lado de Derek Harrison, falou educadamente para o sujeito que lá estava sentado:

- Er, com licença, mas eu acho que você sentou no lugar errado, pois esse é o meu lugar.

- Não - respondeu o aluno novo com um olhar divertido. Estaria aquele cara zoando com Chris? -, eu cheguei aqui primeiro.

- Pois é, mas os lugares são marcados, não tenho culpa se você não sentou aqui ontem - babaca, pensou Chris, querendo dar uma de espertinho é?

- Hm, tudo bem. Amanda, a gente se fala mais tarde, beijo gata. - disse casualmente para a garota loirinha que estava à direita de Chris.

- Tchau Scott - falou ela, ruborizando.

- Quem é o cara? - perguntou Chris para Matt.

- Ele? É o aluno novo. Scott Wagner, eu acho. Chegou hoje de Washington, D.C.

- Ah.

- Sendo que ele não é dessa sala, é da avançada, a mesma da Rachel.

- É verdade, depois tenho que falar com ela -- - estava dizendo Chris quando foi interrompido pela chegada de Willian Cyrus, o professor de Biologia.

Aula de física:

Aiii Chel, você viu o novo aluno? – Caarmen.

Ah se vi! Gatiinho ele hein? Ele parece ser novo aqui, acho que chegou hoje, porque eu não tinha visto ele aqui, e você? mas que ele É lindo, NINGUÉM pode negar. mas afinal, porque que a Sra. Spers não apresentou ele lá na frente, como fez comigo?

Acho que é porque ontem quem deu aula foi o Arthur, e acho que ele apresenta os alunos, mas ela não. Mas fala aí, ele é um gatiiiiiinho hein? Com esses cabelos louros, esses olhos cor-de-mel, e ele físico de Deus Grego, ele me levantava tranquilo tranquilo, Mitch! cara, vai escolhendo o meu vestido de noiva, esse ano eu me caso. tô apaixonada Chel. Ahh, mundo injusto! Ele olhou legal pra você quando entrou.

É melhor a gente parar, a professora tá começando a olhar pra gente. Mas que ele é lindo, você tem razão. Ele deve malhar umas quatro horas por dia, mais ou menos. E não é minha culpa se todos me acham linda. Hahaha Zoa, zoa.

É verdade. É verdade que ele deve malhar esse tanto de tempo e que é melhor a gente parar porque a professora tá olhando pra cá. Mas que você é linda, eu não concordo!

Hahahaha, você sabe que me acha linda, Carmen!

Rachel percebeu que ainda não havia visto nem Matt nem Derek naquele dia no colégio. Pelo jeito, os dois REALMENTE eram da integral, junto com seu irmão. Mas ficou intrigada pelo modo que o novo aluno desconhecido olhou para ela. Era como se ele conhecesse-a de algum lugar, ela tinha certeza que já havia o visto alguma vez. Porém, achou melhor se concentrar em como a eletricidade chegava aos geradores, afinal, aquilo sim era interessante.

No final da aula de biologia, Chris saiu conversando com Amanda, em direção aos seus armários, os quais por coincidência eram um ao lado do outro. Estavam indo pegar os livros para a aula de Inglês, à qual faziam juntos também. Naquela aula de biologia, passaram a aula inteira conversando. Também, isso não era muito difícil, considerando o fato que Willian Cyrus não dava muita matéria e vivia dizendo que daria aos alunos suspensões, detenções e expulsões de sala. No começo eles ficavam amedrontados, mas agora, eles estavam no segundo ano, já não sentiam mais tanto medo dos professores quanto sentiam na sexta série. Cyrus também não parecia um cara que merecesse tanto respeito. Ele era baixo, gordo, e sempre queria ser engraçado. Mas ele simplesmente era o que os alunos chamavam de S.L.F. (Baixinho, Gordo e Otário). Sempre ia com aquela blusa cor de vinho e listras brancas, com grandes marcas de suor embaixo do braço, nas axilas, ele era a pateticidade em pessoa. Mas não frescavam muito com ele, somente não prestavam atenção na aula dele, e não o respeitavam, mas ninguém jogava bolinhas de papel na sua cabeça quando ele estava de costas, escrevendo algo no quadro. Chris e Amanda conversaram como no dia anterior, normalmente, como se nenhum Scott Wagner tivesse incomodado-os. Mitch notou naquele dia, que adorava a companhia de Amanda, e com ela, ele não se sentia esquisito, que era como ele se sentia quando estava perto de Carrie. Esquisito, quero dizer. Ele agradeceu que ele não tivesse se apaixonado por Amanda. Esse era o mesmo sentimento que ela cultivava por ele. Mesmo eles só se conhecendo a poucos dias, a garota percebeu que não ficava vermelha, não sentia suas mãos suando nem as pernas bambas. Com a companhia de Chris ela sentia-se relaxada, muito bem, ao contrário do modo que ficava com Scott. Ela escolhia bem as palavras quando falava com o Wagner, tinha medo de falar qualquer idiotice. Com Chris, ela não media as palavras, falava as besteiras pelas quais era conhecida, e que as faziam ser bem-humorada e simpática. Naquele final de aula, falava com Chris sobre o jogo de sábado:

- E aí Chris, quem você acha que vai pro jogo e talvez a festa?

- Aah Amanda, eu vou, o Derek e o Matt vão juntos, minha irmã que é da sua turma de educação física e a Carmen Dillares da avançada de química também vão juntas. Eu nunca a vi pessoalmente, mas minha irmã diz que ela é bem legal. O Ben lógico, o John Benett, sabe, aquele babaca que quase caiu quando viu o decote da Jennifer Fox, o pessoal que minha irmã chama de aspirantes a populares, e os asiáticos populares também. - disse Chris verificando a prancheta que Ben tinha pedido para ele fazer, para saber quem ia, e quem não ia pro jogo/festa. Afinal, eles tinham que ter uma certa noção. - E você, quem tu sabe que vai?

- Bom, eu, a Jen, aquela menina que se senta na minha frente sabe? Pois é, ela, o Scott, e mais umas cinqüenta pessoas do segundo ano inteiro.

- Huum, e que você acha que o pessoal da GM ganha?

- É Chris, eu acho que sim, mas mesmo que eles não ganhem, a festa não pode ser cancelada, porque enfim, vai ser a primeira festa deste ano letivo, sabe?

- Entendo, entendo. Tá começando agora o campeonato, é?

- É sim. Mas, é certeza você ir pros dois?

- Aham, com certeza, já pedi pro meu pai o carro dele, pra ir eu, a Rach e a amiga dela. Mas a festa vai ser aqui no ginásio? Ou será na casa de alguém? É que eu me esqueci, porque na folha que eu anotei o dia e horário que você me disse ontem, minha irmã sem querer derramou iorgute hoje de manhã, aí tá ilegível.

- Huum, só pra te lembrar, coloca no teu celular, ou Pager, porque fica mais fácil.

- É verdade, desculpa, é que eu sou meio esquecido. - disse Chris, ficando envergonhado.

- Sem problemas, olha, vai ser sábado, 19h, o jogo vai ser lá no ginásio, já a festa, quando terminar o jogo vai ser no refeitório. Roupas casuais, nada de paletó ou smoking tá? Aí não vai ter hora pra terminar, tá certo? Os professores vão estar presentes, mas na hora de dançar pode ir até o chão se empolgando, okey? - disse a garota, abrindo um grande sorriso - Vê se não falta tá Chris?

- Tudo bem Amanda, mas, você vai com alguém? Sabe, você tem quem te leve? Porque, qualquer coisa, eu tô com o Land Rover do meu pai, e assim, eu tenho licença pra dirigir.

- Huum, não Chris, eu não vou com ninguém, eu tava até querendo saber se alguém podia me dar carona, porque minha licença é só temporária, sabe? E eu tava com vergonha de pedir pra uma das minhas amigas pra ir lá em casa pra me buscar e me deixar.

- Okey então, se você quiser que eu passe na sua casa pra lhe buscar para irmos juntos para o jogo e para a festa, é só você dizer que sim, e me dar o endereço que às 18 30h eu tô buzinando lá na sua casa.

- Sua irmã não se incomoda?

- Claro que não, na verdade foi ela que me aconselhou a te perguntar.

- Sério? - disse Amanda surpresa.

- Eer - respondeu Chris, agora um pouco envergonhado.

- Então tá aqui o endereço - Amanda rabiscou na folha de papel, com a sua letra magrinha e cheia de voltas. - Passa lá em casa às 18.30h okey?

- Uhum, pode deixar. Agora é melhor a gente se calar porque a Sra. Olga Burke chegou, e com a fama que ela tem de mal-humorada --

- BOM DIA, CLASSE! - chegou a Sra. Burke, com sua voz grossa que lembrava a de um homem. Ela lembrava um militar, com as roupas camufladas, suas botas de combate e a sua bengala que era sua melhor amiga.

- Realmente, sábado, 18.30, não esqueça - lembrou a garota, agora sussurrando.

- HEY RACHEL! – gritou Chris, quando avistou de longe a silhueta magra de sua irmã. A garota ao ouvir alguém a chamando, virou, e ao ver que era seu irmão, sorriu.

- Oi Chris! – disse animada Rachel.

- Eer, eu não sei se você se incomoda, mas eu perguntei pra Amanda se ela tinha alguém para levá-la para o jogo, e ela disse que não tinha, então eu combinei de dar carona pra ela. Quer dizer, levar ela para o colégio, e depois para casa. Você não se incomoda né? – Chris falou tão rápido, que Rach se assustou.

- Huum, olha só, o nosso John Christian Mitch Saunders está evoluindo! Está até perguntando para garotas se querem carona. Mas eu aviso logo Chris, não fique bêbado nem consuma drogas demais nessa festa, okey? Eu não quero ficar conhecida como a “irmã do cara que ficou chapado e/ou bêbado na primeira festa do ano letivo da Gerald Michael High School” tá bom?

- Rachel, eu acho que eu sei me comportar em uma festa, depois daquele incidente que me fez perder a Carrie, tá? – retrucou o garoto, um pouco ofendido. Pô, ele só tinha exagerado uma vez!

- Tá, tá, tá. Mas e aí, já tá pensando em dar uns amassos nela no banco de trás do Land Rover? Ou quem sabe um pouco mais do que isso? Se pensar nessa ultima opção, lembra da camisinha --

- RACHEL! Ela é só minha amiga, tá?

- Bom, a Carrie também era –

- Era diferente. – em um tom de assunto encerrado.

- Tá bom, mas qualquer coisa, pode deixar tá, eu sei dirigir, só o que me falta é a porcaria da licença – disse Rachel. Sorriu para ele e piscou um olho. Ela se encaminhava ao vestiário feminino – Beijinho Chris, amo você.

- Também amo você Rachel.

- Eu já sabia disso. – respondeu Rachel, abrindo um grande sorriso e mandando um beijo de longe. Pela segunda vez naquela semana, algum menino a observava desaparecendo no corredor, mas desta vez, ele não o olhava com paixão nos olhos, e sim com um ar irônico e divertido, afinal, aquele era seu irmão!

Aula de educação física, a única que Rachel não era boa. Na GM as aulas de educação física não eram divididas por sexo. Quando saiu do vestiário usando aquela farda ridícula de EF, ela viu uma pessoa pela qual esperara ver o dia todo: Matt Hills. Ficou envergonhada ao pensar que ele pudesse vê-la usando aquela roupa, mas depois desencanou, afinal, ele também estava usando! Viu que ele estava conversando com Amanda, se aproximou:

- Olá Amanda, eu soube que você vai sábado com a gente, é verdade? – disse Rach subindo uma sobrancelha.

- Ah, oi Rachel! Sim, é verdade sim, o seu irmão me convidou pra ir pro jogo com ele, espero que você não se incomode.

- Não, não. Só vim falar pra confirmar. – falou Rach. Quando ia se distanciando da dupla, ouviu alguém a chamando. Olhou pra trás e viu que Matt estava pedindo para ela se aproximar.

- Qual é, Rachel, fala mais comigo não? Olha me desculpa por ontem tá? Eu realmente não queria ter te envergonhado, me desculpa mesmo.

- Huum, tudo bem, Matt, desde que você não fale coisas que nem aquelas, tudo bem.

- Bom, vou deixar vocês dois sozinhos, é a minha vez de subir a corda – disse Amanda, percebendo que estava sobrando, e dando um sorrisinho triste.

- Okey, depois eu falo com você Amanda – respondeu Matt.

- Tchau – Rachel murmurou.

- E aí? Você vai pro jogo, Rach? – perguntou Matt, demonstrando interesse.

- Vou sim, eu e Chris vamos juntos, quero dizer, ele vai com a Amanda, na verdade.

- Ah, claro – percebendo a falta de espanto de Matt, Rachel levantou uma só sobrancelha. Ele já estaria sabendo do convite do seu irmão? – É que eles dois estão bem amigos, mesmo só tendo se conhecido ontem, se liga? Não ficaria impressionado se ele a convidasse para sair, sabe?

- Huum, claro, entendi. Mas eles estão TÃO colados assim?

- É, mas não é sobre eles que eu quero falar com você.

- Como assim, Matt, o que você está querendo dizer?

- Bom, é que eu –

- MITCH, RACHEL MITCH! – berrou a professora de educação física, Srta. Lillian Dogges. Era a vez de Rach subir a corda.

- Depois você me fala, beijo. Deseje-me sorte!

- Okey, boa sorte.

Carmen Dillares estava caminhando para o seu armário, a fim de pegar seu livro de biologia avançada, o qual havia esquecido em seu armário porque estava apressada para não chegar atrasada na sala de aula, pois passara muito tempo no banheiro conversando com sua colega de aula de artes plásticas, Vanessa Chuck, quando viu um belo garoto passar ao seu lado. Ele era alto, bronzeado e tinha cabelos castanhos com mechas loiras de surfista que caiam nos seus olhos azuis elétricos. Ela sentiu uma pequena atração física por aquele rapaz, afinal, ele era muito bonito, charmoso e gostoso. Dava para perceber por debaixo da sua camiseta que ele era bem musculoso, mas não demasiadamente. Ele parecia fazer parte do grupo dos populares, que era um dos que a garota sentia mais aversão. O grupo, quero dizer. Mas ele não parecia ser que nem aqueles babacas, como Ben Archibald, que só o que ele tinha na cabeça eram sexo, mulheres peladas, rachas e jogos de basquete. Aquele rapaz dava a impressão de ser inteligente, mas não somente de matérias, mas também de cultura. Ela se sentiu envergonhada de perguntar o nome dele, mas não conseguiu parar de olhá-lo. Percebeu que ele de vez em quando olhava para ela. Fez uma anotação mental: “Perguntar à Rachel se ela conhecia aquele rapaz”. Depois olhou no relógio e viu que estava mais atrasada do que nunca e correu para dentro do corredor, dobrou a direita e desapareceu.

Ao pedir para a Sra. Burke um passe para o banheiro, Christian viu uma garota que ele nunca havia visto por ali. Ela não era muito alta, mas também não era baixinha. Tinha a pele branca, suas bochechas e seu nariz cobertos por sardas. Seu cabelo era um ruivo muito vivo, cortado na altura um palmo abaixo dos ombros. Ela não usava nem óculos nem aparelho. Era muito bonita e parecia ser talentosa, pois estava vestindo a camisa do clube de artes do colégio, com uma calça jeans cheia de pequenos desenhos feitos de tinta. Parecia que ela sabia pintar. Seu nome estava escrito nas costas da camisa, mas como os cabelos dela estavam no atrapalhando, ele só conseguiu ler uma parte do segundo nome, presumiu Chris. “ares”, foi o que ele conseguiu ver. A tal garota estava olhando para Chris, discretamente, de modo que ele ficou envergonhado de chegar nela e perguntar o seu nome. Ele escreveu no seu celular, um rascunho de uma mensagem. “Perguntar p/ M. ou D. qm eh a tal mna.”. Depois percebeu que sua bexiga não estava mais agüentando e saiu correndo disfarçadamente para o banheiro.


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Obrigada a todas que estão gostando da história. Peço mil perdões por não estar postando diariamente, mas, sabe como é, período de provas não é facil. Beijo e COMENTEM, haha.

sábado, 13 de junho de 2009

Em casa...

- E aí, meus filhos, como foi o primeiro dia de aula de vocês? - perguntou o Sr. Richard Mitch, enquanto pegava a pizza de metade calabresa e metade vegetariana, que estava sobre a mesa. O senhor Mitch era um homem de 42 anos. Muito alto e atlético, o que se devia aos jogos semanais de futebol e basquete com o pessoal do seu trabalho. Mesmo eles sendo novos na cidade, Richard já tinha contatos em NY. Ele era um jornalista muito conhecido em Carmel, mas na sua nova cidade, ele foi escalado para ser o comentarista dos esportes locais. Tinha olhos azuis, como o do filho, mas a sua pele era tão clara e tinha cabelos escuros como os da filha. Por causa da idade, já estavam aparecendo alguns fios brancos, mas ele ainda era muito bonito e charmoso. Ele era muito extrovertido e sempre promovia festas, com a finalidade de estabelecer mais amizades com os amigos de seus filhos, ou com os amigos de seus amigos. E fora, em uma dessas festas, que ele conhecera a sua ex-esposa, Felícia Saunders era seu nome de solteira. O seu divórcio foi causado pela traição que Felícia havia causado. Ela estava dormindo com o chefe de Richard, havia três meses! O Sr. Mitch ainda estava se recuperando do golpe que foi esse, mas já estava querendo conhecer outras mulheres, e constantemente estava acessando sites de relacionamento na Internet, sem o conhecimento dos filhos. - Vocês se divertiram?

- Foi bom, tirando a parte que um colega do Chris me assediou, um tal de Matt Hills. E afinal Chris, como você consegue agüentar pessoas daquele jeito com você, eu ainda não entendi. Cara, aquele menino, primeiro foi muito mal-educado, e segundo, ele disse que eu era muito mais gostosa pessoalmente do que naquela foto que você mostrou - tal observação fez com que Chris tivesse uma pequena crise de riso -, e foi muito inconveniente, porque eles acabaram me atrasando, porque eu estava indo para o refeitório.

- Eles? - disse Chris entre risos da observação da fotografia - Quem mais tava com o Matt? Quer dizer, ele é um cara bem legal, mas é um pouco mulherengo, logo eu acho que você vai ser a dele esse mês. Porque de acordo com boatos, a cada mês ele muda ou de namorada ou de rolo. Mas quem tava com ele mesmo?

- Era o Derek Harrison, acho que era esse o nome dele, mas retornando à minha análise dos colégios da Costa Leste, eu achei legal, e mesmo ela sendo dividida em panelinhas dos populares, o pessoal do teatro, os punks, os asiáticos, os riquinhos mas que não são populares por nem namorarem as líderes de torcida nem irem para o colégio de ressaca, e no caso das garotas, não namorarem com os atletas tanto de futebol americano nem com os de basquete ou os do lacrosse. Também havia as panelinhas dos nerds, dos que se achavam, do pessoal do grêmio estudantil e do coral. Ah! Também tem as aspirantes a populares, tinha me esquecido daquelas garotas ridículas. É uma escola muito interessante mesmo, mesmo eu ainda preferindo a nossa antiga, a RLS.

- Ah Rachel, tu também exagerou né? O colégio nem é tão dividido assim. E os meninos não vão pro colégio de ressaca.

- Chris, tu só tá falando assim porque tu tá todo amiguinho daquele pessoal popular, só porque eles são da tua sala. Hoje eu tava conversando com uma amiga minha, a Carmen, eu conheci ela hoje, mas eu fiquei bem amiga dela. Sim, ela disse que vai ter um jogo sábado de basquete, que depois vai ter uma festa, se os cães da GM ganharem contra os porcos. É verdade Chris? Você vai pra esse tal jogo, e talvez para a festa?

- Bom, a Amanda me convidou --

- QUEM? A AMANDA ROLZT? - disse impressionada Rachel.

- É, por que Mitch?

- Primeiro, não me chame de Mitch, já basta o pessoal do colégio berrando "Mitch, Mitch" pelos corredores, e eu sempre penso que é comigo, mas tão sempre chamando você, e afinal você tá bem popular pro meu gosto, né Christian? E segundo, é que ela até que é bem-educada, bonitinha e nem um pouquinho arrogante. Eu conversei um pouquinho com ela hoje na fila do refeitório. Ah, e dá pra perguntar pra ela qual era a cor e a marca do gloss dela? Porque assim, eu não sou tão amiga dela, sendo que ele fica com o efeito molhado, é tão bonitinho, mas eu acho que eu não vou escolher a mesma cor do dela, pra não ficar repetitivo --.

- RACHEL, CHEGA! Eu claro que eu não vou perguntar isso pra ela, porque, enfim, eu sou um HOMEM, e também porque vai parecer muito gay, e eu não quero que ela pense isso de mim e, pô, eu tenho uma pequena reputação a zelar.

- Hm, bom meus filhos, é legal que vocês tenham se adaptado bem a essa nova escola, mas quando eu perguntei como tinha sido o dia de vocês, foi somente uma pergunta rotineira, assim, como um "Como vai?", eu não estava querendo um resumo detalhado do primeiro dia de aula aqui em NY. - interrompeu Richard.

- Ah pai, foi mal então - disse Rachel ruborizando.

- É velho, desculpa aí - falou Chris meio sem jeito.

- Tudo bem, então, se vocês não se incomodarem, eu vou dar uma olhadinha nos meus e-mails. - respondeu Sr. Mitch, saindo da sala de jantar e indo para o seu escritório. Quem sabe ele não achava alguma mulher por quem se interessar?

- Noite, Chris - Rachel saiu do cômodo e foi para o seu quarto.

- Noite, Rach - respondeu Chris, indo para o jardim da casa.

Rachel entrou no seu quarto, e pensou mais uma vez que seu pai havia exagerado nos enfeites. Tudo bem, não era como se tivesse no segundo quarto da Barbie, mas estava no rumo. A cama era normal, feita de madeira, amarela-clara, mas a colcha, o pai havia comprado especialmente para ela. Era feita de crochê, rosa-clara e com uns retalhos rosa-choque. Era bonitinha, mas convinha mais a alguém de dez anos do que a uma garota de dezessete. O quarto era cheio de gracinhas do estilo de ao bater palmas, a luz liga e desliga. Mas em suma, era até fofinho. Rachel estava pensando na gracinha que foi Derek ter pedido para Matt parar naquela hora, a caminho da cantina. Enquanto ela pensava como ele era bonito, com aquele cabelo negro meio longo, que às vezes caia em cima de seus olhos castanho escuros. Como ele estava bonito nesse dia, com a blusa vermelha que dizia: "Mom's little boy" com as mangas brancas e a calça jeans escura. Mas também pensava como Matt era atraente, mas ao mesmo tempo, babaca. Aqueles cabelos loiros, olhos castanho-claros e seu físico, fariam com que qualquer garota matasse por ele. Enquanto ela pensava em todas aquelas coisas, ligava o laptop que ganhara de presente do seu décimo sexto aniversário. Quando ela acessou a Internet, viu que havia recebido uma mensagem instantânea.

RMitch log-on.

desconHecid says: Olá Rachel!

RMitch says: hi.

RMitch says: er, quem é?

desconHecid says: nossa Rachel, você não me conhece? Você ficou pensando em mim, como eu fiquei pensando em você, tenho certeza disso!

RMitch says: de onde que você me conhece ou me viu?

desconHecid says: da GM. Eu lhe elogiei hoje.

RMitch says: hm, me desculpe, mas eu sinceramente não conheço você.

RMitch says: quem sabe amanhã você fala comigo na GM.

RMitch log-off.

Bom, pelo menos eu disse tchau, pensou Rach. Ela não entendeu quando ele disse que havia a elogiado, pois só quem havia elogiado a sua pessoa, tinha sido o seu pai e o tarado do Matt. Ela ficou pensando por um tempo naquele encontro de manhã com Matt e Derek. Quando estava indo embora, ela pensou escutar alguém dizer algo, mas achou que seriam apenas cochichos entre aqueles dois garotos. Ao pensar que eles poderiam estar achando ela bonita, ou bem-feita, já ficava ruborizada. Disse para si mesma que tentaria esquecer aqueles dois babacas, e tentar dormir. Ao pensar nisso, ela foi para o banheiro tomar uma ducha, depois bateu palmas, e aconchegou-se na sua cama para dormir. Sentiu saudades da sua cama antiga, pensou nisso uns dois segundos, e dormiu. Afinal, a diferença entre Carmel e NY são de três horas! Mesmo que fossem apenas 21h, ela se sentia como se fosse meia-noite.

Caso os vizinhos da casa dos Mitch olhassem pela janela, em direção à casa dos novos moradores, veriam um jovem deitado na grama olhando para as estrelas que conseguia ver através da poluição luminosa. Aquele era Christian. Desde pequeno sempre teve uma queda por estrelas, astros luminosos e planetas. Pensava em quando crescer virar um astrônomo, ou matemático. Mas naquele momento, Chris não estava pensando nas estrelas cadentes que passavam em cima dele, e mesmo ele sabendo que estrelas cadentes eram apenas meteoritos caindo na superfície terrestre, ele continuava a fazer pedidos para elas. Alguns se relacionavam à sua mãe, outros à escola que agora estava estudando, e outros à irmã e ao pai. Mas a maioria se referia à Amanda. Ele pedia para aquelas estrelas, para que Amanda o achasse um cara legal, e não um babaca sem-futuro, que era o que a irmã dizia que ele se parecia. Ele pedia àquelas estrelas, que ele não se apaixonasse por ninguém, e mesmo que se apaixonasse, nunca rolasse nada entre eles, pois no seu antigo namoro, com a melhor amiga da sua irmã, ele sofreu muito. Não que ele não gostasse de Carrie Augustin, na verdade, ele gostava demais dela. Ele a amava, pois se conheciam desde crianças. Esse foi o problema, porque em uma festa que eles foram juntos, ele bebeu muita cerveja e vodka. Começou a falar coisas que eram muito importantes deles, como por exemplo, que eles já haviam transado varias vezes, mas que sempre mentiam, dizendo que estavam esperando o momento certo para aquilo. Uia!

Entre essas e outras coisas muito importantes que ele disse num intervalo da banda, quando subiu no palco, pedindo a atenção de todos, e começou a falar aquelas coisas, Carrie e Rachel ficaram muito chateadas, furiosas e envergonhadas, porque a maioria das revelações referiam-se a elas. No dia seguinte, Chris acordou na maior ressaca e vomitando, e simplesmente não se lembrava o que havia falado e feito na noite passada. Por esse motivo, não havia entendido porque Rach não falava com ele, nem porque Carrie, quando foi na casa deles conversar com Rachel, não havia nem dado nenhum beijo nele, muito menos um selinho, imagine um daqueles amassos que eles davam dentro do armário da cozinha. Ela foi fria e disse pra ele: "Chris, você me decepcionou, está tudo acabado entre nós. Não me ligue perguntando o porque, é simples, você pode perguntar para a sua irmã. Adeus. Não me procure mais". E só o que Rachel disse para consolá-lo foi: "Você devia ter pensado melhor antes de ter bebido toda aquela cerveja e vodka. Olha só no que deu! Bom, você mereceu Christian". E subiu correndo as escadas para fazer o dever de geometria avançada. A partir daquele dia, ele disse para si mesmo que não estava disposto a sofrer por mulher nenhuma, seja ela qual fosse. Pedia também que ele tivesse mais sorte nos estudos, porque ele quase havia repetido o primeiro ano, por causa do repentino término do namoro com Carrie.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Primeiras Impressões - Cap. 1

- Quem é ela? - perguntou um aluno.
- Uau, que gata! - exclamou outro.
- Olha só o cara que tá do lado dela? Ai delícia! - disse uma aluna mais excitadinha para seu grupo de amigas.

Primeiro dia de aula do colégio Gerald Michael High School, em Manhattan, no estado de Nova York. Os garotos estavam impressionados pela beleza de uma aluna que eles nunca haviam visto por ali. Ela era alta, morena, bem feita de corpo, tinha rosto de simpática. Seus cabelos eram lisos até a altura das orelhas e então começavam a cachear-se suavemente. Usava óculos vermelhos que contrastavam com a pele alva, sem nenhuma espinha. Seus olhos verdes eram tão brilhantes que lembravam esmeraldas para quem os olhava intensamente. Aquela era Rachel Mitch. Havia se mudado da sua antiga cidade na Califórnia, Carmel, por causa de seu pai que havia se divorciado de sua mãe e o qual gostaria de recomeçar a sua vida do lado de seu casal de gêmeos. Estavam morando no Upper East Side. Rachel tinha a beleza da mãe e a inteligência do pai, mas como havia nascido e crescido em uma cidade relativamente pequena, ainda estava desacostumada com o ritmo de NY. Ela tinha um irmão, Christian, que era muito bonito, mas um pouco menos inteligente do que ela. Mas ao contrário da irmã, Christian, ou Chris como era chamado pelos mais íntimos, era louro, com mechas de surfista por causa do sol da sua cidade natal. Não usava óculos, e também tinha um tom leve de bronzeado. Olhos azuis profundos. Era musculoso por ter sido o capitão do time de basquete de sua antiga escola. Esses eram a dupla Mitch. Eram populares em sua cidade, mas só queriam saber se teriam a mesma sorte na GM. Os dois estavam cursando o segundo ano do ensino médio, mas não ficavam na mesma sala, pelo fato de Rachel ter ganhado bolsa para a avançada, já seu irmão ter ficado na integral.

A primeira aula do dia para os dois era química. Para Rachel o professor era o Sr. Arthur Dent, um rapaz de vinte e seis anos. Tinha um humor negro, mas além desse fato, era bastante simpático, o que fazia ser considerado o melhor professor pelo corpo discente da GM. O professor apresentou a turma para Rachel. Os garotos deram sorrisinhos excitados para a aluna novata. Já as garotas tiveram uma atitude bem menos convidativa, ficaram olhando emburradas para aquela nova aluna. Afinal no conceito delas, quem era aquela caipira que vinha se intrometer no território delas? Quero dizer, quase todas tiveram essa atitude mal-educada. Somente uma sorriu e ofereceu-lhe a cadeira que estava na sua frente para sentar-se.
- Oi, eu sou Carmem Dillares - disse ela.
- Prazer, Rachel Mitch - respondeu e sorriu. Ao ver tal reação, Carmem pensou que poderia ter alguma amiga de verdade naquela classe de nazistas Dolce&Gabbana. Rachel sentiu um alívio, e viu que pelo menos tivera feito alguma colega naquela classe de meninas tão mal-educadas. Na sua antiga cidade os alunos que para lá eram transferidos eram recebidos mais calorosamente, mas parecia que em Nova York o sistema não funcionava como ela pensava.

Já com Christian a história foi totalmente diferente. Quando chegou na sua sala, viu que o modo de vestir dos garotos da sua cidade e os de Nova York eram praticamente iguais: jeans largos, camisas de times de futebol americano famosos grandes demais ou, em dias frios, blusas de moletom cinzas escuras. Todo esse "estilo" combinando com algum par de tênis velho. E então, quando entrou na sua classe, se sentiu familiarizado com muitos garotos, que como educados que eram, ofereceram algum lugar para ele se sentar. Coincidentemente, sentou-se ao lado de uma garota muito bonita, a qual era muito educada e simpática. Era alta, loura, tinha uma pele alva e mantinha seus cabelos cortados na altura dos seios. Ela vestia um suéter rosa bebê com uma blusa branca de gola por baixo. Sua calça jeans cigarrete não escondia seu par de sapatos Jimmy Choo, de saltinho agulha. Ela tinha uma franjinha que, de vez em quando, ficava na frente de seus olhos verdes escuros. Quando a professora Sarah Hershey virou para escrever alguma fórmula no quadro, ela virou-se para ele e disse:
- Oi, er, meu nome é Amanda Rolzt. Eu queria te convidar para o jogo de basquete que vai ter no sábado à noite. Vai ser o nosso time, os cães da GM, contra os porcos da Freud High School, e eu queria saber se você não iria querer ir lá, já que, pelas minhas fontes me informaram, você é novo aqui em NY, certo? Então, se você aceitar ir, e como o pessoal daqui da GM costuma ganhar, eles vão fazer uma festa, que vai ser lá no refeitório. Não vai ser nada chique, mas é o melhor que podemos fazer, já que ainda estamos no começo do ano. Mas e aí? Você aceita ir?
- Aar, é. Eu e minha irmã somos novos aqui. E acho que dá certo sim, nós irmos.
- Hm, quem é sua irmã? - perguntou ela, com um certo interesse.
- É a Rachel, Rachel Mitch. Ela não é dessa sala, ganhou bolsa na avançada.
- Bom, então, se você quiser chamá-la também, você pode, então. Não se esqueça, sábado à noite, no ginásio daqui do colégio, tudo bem?
- É claro, er, muito obrigada --
- Sem querer interrompê-los, mas mesmo assim, interrompendo. Eu sei que você é novo aqui senhor Christian Mitch, mas eu não creio que o senhor gostaria de conhecer o lado furioso da diretora já no primeiro dia de aula, não é mesmo? - interrompeu bruscamente a srta. Hershey.


No horário do almoço, Rachel percebeu que atraia muitos olhares masculinos de toda a escola, tanto dos alunos, como dos zeladores, porteiros, secretários, e etc. Porém, todos olhavam discretamente, analisando a nova aluna, que além de muito bonita, era muito bem educada. Bom, QUASE todos tiveram essa forma de cumprimentá-la. No momento em que a moça estava indo para o refeitório, dois rapazes, de dezessete anos, que faziam o segundo ano na turma integral, se meteram na sua frente e um deles disse, enquanto o outro parecia estar MUITO envergonhado:
- Olha só Derek, tem gatinha nova no pedaço! - disse o mais alto da dupla.
- Ahn, com licença, mas vocês poderiam sair da minha frente? - disse a garota educadamente.
- Matt, eu acho que a garota está um pouco apressada --
- Olha só, parece que um dos dois pensa um pouco, muito obrigada, er, como é seu nome mesmo? - interrompeu Rachel, indo do tom irônico para o educado.
- Prazer, Derek Harrison. E você é a irmã do Mitch, certo?
- É sou sim, como você sabe que eu sou irmã do Chris? - disse a garota, um pouco intrigada. Será que seu irmão havia dito alguma coisa ao seu respeito para pessoas que ele não conhecia nem há vinte e quatro horas? Mesmo que duas dessas pessoas fossem gatinhos e só um deles parecia ter um pouco de massa cinzenta dentro da cabeça.
- Gata, é que ele mostrou uma foto de vocês em Carmel. Sendo que você realmente parece muito mais gostosa pessoalmente - respondeu Matt Hills.
GROSSO! pensou Rachel, quando aquele desmiolado respondeu a sua pergunta. Nesse momento percebeu que não havia mais o que conversar com aqueles dois gostosinhos e foi embora.

Uma apresentação.

The Double Mitch.

Quando se mudaram da Califórnia, Christian e Rachel Mitch, irmãos gêmeos, lindos e talentosos, pensaram que poderiam continuar a sua vida normalmente do outro lado do País, em Nova York. Mas as coisas não parecem sair como eles imaginavam. Ao entrar no novo colégio, Chris se sente atraído por uma moça muito bonita. Já Rachel atraiu todos os olhares masculinos. Veremos o que acontecerá com esses dois na Gerald Michael High School. Suspense, romance, comédia, drama e mistério, com uma pitada de sarcasmo e ironia tanto da nossa jovem autora como dos próprios personagens por ela criados, afinal, isso é tudo o que um bom livro necessita.